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quinta-feira, 21 de março de 2024

Aprovação do projeto de lei que muda o Novo Ensino Médio: entenda as mudanças

 A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira, em votação simbólica, o projeto que muda o Novo Ensino Médio. A redação final foi resultado de um acordo entre o ministro da Educação, Camilo Santana, e o relator da matéria, o deputado Mendonça Filho (União-PE), e agora vai para o Senado. Parlamentares do PT e até do PL, principal sigla de oposição, defenderam o texto ao discursar.

Santana, que na segunda-feira à noite teve uma forte discussão sobre o projeto com o relator no gabinete do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), acompanhou a votação dentro do plenário. Algumas mudanças foram feitas de última hora.

— Houve calor muito intenso no debate, e a discussão foi tensa muitas vezes — reconheceu Mendonça, em discurso ontem no plenário, em uma menção velada ao debate com o ministro na noite de segunda-feira, em que houve até soco na mesa, antes que o parlamentar e Santana pedissem desculpas um ao outro.


Como é o atual Novo Ensino Médio?


O mínimo de horas anuais de todo o ensino médio passou para 3 mil horas. Elas estão divididas em até 1,8 mil para formação geral básica e o restante (pelo menos 1,2 mil) para itinerários formativos.

Na formação geral básica estão: as disciplinas tradicionais, Português e Matemática (as únicas obrigatórias), Geografia, História, Química, Física, Biologia, etc. É a parte do currículo que todos da escola precisam fazer igual.

Nos itinerários formativos: em tese, são para aprofundar o conhecimento nas áreas de interesse dos alunos.

Currículo: a formação geral básica segue a matriz da Base Nacional Comum Curricular, mas cada estado decide quantas horas quer dar de cada disciplina. Já os itinerários não possuem uma matriz de referência — cada rede oferece da forma que achar melhor.

As principais mudanças da reforma

O mínimo de horas anuais de todo o ensino médio foi mantido em 3 mil horas. Elas estão divididas em até 2,4 mil para formação geral básica e o restante (600) para itinerários formativos.

Educação técnica: formação geral básica terá 2,1 mil horas. As redes, porém, estão liberadas para utilizarem até 300 dessas horas de forma articulada com o curso profissionalizante nas carreiras que precisem de mil ou 1,2 mil de formação. Assim, a formação geral básica cai para até 1,8 mil horas.

Currículo: a formação geral básica não tem alterações além da carga horária. Já os itinerários terão uma matriz de referência criada pelo MEC ouvindo as secretarias de educação.

Itinerários formativos: todas as escolas devem oferecer todas as áreas de conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências Sociais e Ciências da Natureza) organizadas em, no mínimo, dois itinerários formativos com ênfases distintas.


Cargas horárias


A principal discordância, e que impediu a votação do texto no fim do ano passado, dizia respeito às cargas horárias estabelecidas inicialmente pelo projeto. Mas com o acordo entre relator e o ministro, a formação geral básica passará a ser de no mínimo 2,4 mil horas para alunos que escolherem o currículo regular, das quatro áreas de conhecimento (Matemática, Linguagens, Ciências da Natureza e Ciências Sociais). No atual modelo, são no máximo 1,8 mil horas.

No ensino profissionalizante, a formação geral básica terá 2,1 mil horas. Mas as redes estão liberadas para utilizarem até 300 dessas horas de “forma articulada com o curso técnico” nas carreiras que precisem de mil ou 1,2 mil horas de formação. Neste caso, o currículo de disciplinas clássicas, a formação geral básica, cai até 1,8 mil horas.

A formação geral básica é a parte do currículo com apenas disciplinas clássicas (Português, Matemática, Química, Física, Biologia) e que será igual para todos os estudantes. Os itinerários formativos são a parte flexível. Em tese, o estudante pode escolher em qual das quatro áreas do conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Sociais) ele deseja se aprofundar ou se deseja fazer um curso técnico, o que seria um quinto itinerário.

Mendonça Filho também retirou a previsão de contratação de professores de “notório saber”, quando não se referir ao ensino profissionalizante. Outra emenda incluída determinou que a carga horária em qualquer parte do currículo “será ofertada de forma presencial, ressalvadas as exceções previstas em regulamento”.

Com essa emenda do deputado Pedro Uczai (PT-SC), a educação à distância, prática que tem oposição do MEC, está liberada em casos excepcionais, que incluiriam escolas em localização especial, como comunidades ribeirinhas e outras de difícil acesso.

Outra mudança prevista no texto é um prazo a mudança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O projeto determina que a prova responsável por selecionar estudantes para o ensino superior será ajustada ao novo formato dessa etapa educacional a partir de 2027, quando o modelo reformulado completará seu primeiro ciclo, com alunos que entrarão nele em 2025 se formando em 2027.

O texto, no entanto, ainda não define por quais mudanças o Enem passará. Há a perspectiva que ele seja definido com um dia de prova para avaliar a formação geral básica e outro para medir o conhecimento dos estudantes do itinerário escolhido.

A mudança do Novo Ensino Médio era vista como um urgência pelo MEC, parlamentares e secretários de educação. A aprovação ainda em março possibilita que, se for aprovado no Senado ainda no primeiro semestre, já tenha efeitos no ano letivo de 2025. O tema também estava impedindo que outras questões importantes fossem tratadas no Congresso, como a discussão do novo Plano Nacional de Educação (PNE).


Ensino técnico


Apesar da aprovação, houve embates entre opositores ao governo e deputados do PSOL na sessão de análise do texto. Professor de História, além de deputado, Tarcísio Motta (PSOL-RJ) criticou as 1,8 mil horas destinadas ao ensino técnico.

— Criar dois ensinos médios distintos, com cargas diferentes, e relegar ao ensino técnico 1,8 mil horas é um retrocesso, uma volta ao passado e um convite à precarização. É necessário refletir sobre cada um desses pontos que terão impactos sociais à frente, na formação desses profissionais.

Alice Portugal (PCdoB-BA) também criticou a carga horária destinada ao ensino técnico.

— Houve, sim, vitórias neste texto. Porém, o ensino técnico não teve sorte. Queremos aplaudir o aumento do número de técnicos do Brasil, mas não queremos apertadores de botões. Queremos técnicos competentes. O notório saber (para o ensino técnico) também precisa ser retirado deste projetos. Salas de aulas são lugares para professores, profissionais com formação, e não apenas com dom — afirmou.

Mendonça Filho lembrou que os secretários estaduais de educação foram ouvidos para que o texto final fosse alinhavado.

— São os grandes responsáveis pelo ensino médio. Eles concordaram com as cargas horárias. O projeto contempla o ensino técnico com uma área de saber que requer o ensino básico, mas necessita ter campo e espaço para atuação e laboratórios, por isso tem regras diferentes — afirmou.

Disponível em:<https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/noticia/2024/03/21/entenda-as-mudancas-no-novo-ensino-medio-aprovado-com-apoio-do-pt-ao-pl-na-camara-texto-agora-segue-para-o-senado.ghtml>

domingo, 10 de março de 2024

Plano de Trabalho: Preparação para o ENEM (Matemática)

Objetivo Geral: 

Preparar os estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) por meio do aprofundamento dos conteúdos de Matemática e do desenvolvimento das habilidades necessárias para obter um bom desempenho na prova.


Objetivos Específicos:

Dominar os conteúdos abordados no ENEM, como álgebra, geometria, análise combinatória, estatística, entre outros.

Desenvolver a capacidade de interpretação e resolução de problemas complexos.

Aprimorar as habilidades de raciocínio lógico e dedutivo.

Fomentar o uso de diferentes estratégias de resolução de questões matemáticas.

Realizar simulados periódicos para avaliar o progresso e identificar áreas que necessitam de reforço.


Estratégias de Ensino:

Aulas expositivas para apresentação dos conteúdos, seguidas de resolução de exercícios.

Utilização de recursos audiovisuais e tecnológicos para tornar o aprendizado mais dinâmico e interativo.

Realização de atividades práticas e contextualizadas que demonstrem a aplicação dos conceitos matemáticos no cotidiano e no ENEM.

Disponibilização de materiais de estudo complementares, como apostilas, livros e videoaulas.

Orientação individualizada para sanar dúvidas e fornecer feedback aos estudantes.


Avaliação:

Avaliação contínua por meio de exercícios de fixação, trabalhos individuais e em grupo, e participação em sala de aula.

Realização de provas simuladas nos moldes do ENEM para avaliar o desempenho dos alunos e identificar pontos de melhoria.

Feedback individualizado para orientar os estudantes no seu processo de aprendizagem e preparação para o exame.


Recursos Necessários:

Livros didáticos e materiais de apoio para estudo.

Computadores ou tablets com acesso à internet para utilização de plataformas de ensino e simulados online.

Quadro branco, projetor e material de escrita para as aulas expositivas.

Simulados anteriores do ENEM para prática dos alunos.

quarta-feira, 6 de março de 2024

Camilo Santana diz que "novo ensino médio" gerou desigualdade no Enem e quer mudanças aprovadas no 1º semestre

 Aprovado desde 2017 e implementado no começo de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o chamado “novo ensino médio”, é centro de críticas do ministro da Educação Camilo Santana (PT). Para ele, as mudanças geraram desigualdade em relação ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As declarações foram dadas, em entrevista exclusiva ao Cidadeverde.com, nesta terça-feira (05), durante agenda do ex-governador para o lançamento do programa “Pé-de-Meia” no Piauí. 

“A questão curricular é muito importante. A grande questão no novo ensino médio é que ele foi reduzido e isso tem sido questionado. Ou seja, a importância do aluno ter uma boa formação em matemática, português e no ensino geral e gerou descontinuidade em relação ao Enem. Tem escola que não conseguiu implementar os chamados itinerários. Então, criou desigualdade na hora de fazer o Enem”, explicou.

O novo modelo de ensino possibilitava que estudantes escolhessem em quais campos desejavam se aprofundar mais e modificava a distribuição de matérias no currículo, ampliando a carga horária das escolas. Para que isso pudesse ser colocado em prática, o número de aulas da formação básica era reduzido.

De acordo com Camilo Santana, essas questões estão passando por ajustes. As principais revisões propostas são para aumentar para 2,4 mil as horas de disciplinas obrigatórias e diminuir a quantidade de aulas optativas para 600 horas.

“Essas questões estão sendo ajustadas. Foi uma proposta consensualmente construída de todos fazerem o Enem a partir de uma base, estimular o ensino técnico, acho que é o grande caminho que o Brasil precisa fazer”. 

O texto está parado no Congresso desde dezembro de 2023, por falta de acordo entre o governo e o relator da proposta, Mendonça Filho (União Brasil), que foi ministro da Educação do governo Michel Temer (MDB).

Para o ministro, é hora de “virar” a página.

“Não houve prejuízo, porque a proposta só valeria para 2025. O ideal é aprovar ainda nesse primeiro semestre para que as redes se prepararem para as mudanças no ano que vem”, disse.  “Estamos em contato com o relator, com os líderes, há um empenho do governo até para a gente passar a página disso”, acrescentou. 


 

Plano de Curso para Emergência Climática

  Plano de Curso: Emergência Climática – Ensino Médio Carga Horária Total:  60 horas (15 semanas, 4h semanais) Objetivo Geral: Promover uma ...