quarta-feira, 6 de março de 2024
Camilo Santana diz que "novo ensino médio" gerou desigualdade no Enem e quer mudanças aprovadas no 1º semestre
Aprovado desde 2017 e implementado no começo de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o chamado “novo ensino médio”, é centro de críticas do ministro da Educação Camilo Santana (PT). Para ele, as mudanças geraram desigualdade em relação ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As declarações foram dadas, em entrevista exclusiva ao Cidadeverde.com, nesta terça-feira (05), durante agenda do ex-governador para o lançamento do programa “Pé-de-Meia” no Piauí.
“A questão curricular é muito importante. A grande questão no novo ensino médio é que ele foi reduzido e isso tem sido questionado. Ou seja, a importância do aluno ter uma boa formação em matemática, português e no ensino geral e gerou descontinuidade em relação ao Enem. Tem escola que não conseguiu implementar os chamados itinerários. Então, criou desigualdade na hora de fazer o Enem”, explicou.
O novo modelo de ensino possibilitava que estudantes escolhessem em quais campos desejavam se aprofundar mais e modificava a distribuição de matérias no currículo, ampliando a carga horária das escolas. Para que isso pudesse ser colocado em prática, o número de aulas da formação básica era reduzido.
De acordo com Camilo Santana, essas questões estão passando por ajustes. As principais revisões propostas são para aumentar para 2,4 mil as horas de disciplinas obrigatórias e diminuir a quantidade de aulas optativas para 600 horas.
“Essas questões estão sendo ajustadas. Foi uma proposta consensualmente construída de todos fazerem o Enem a partir de uma base, estimular o ensino técnico, acho que é o grande caminho que o Brasil precisa fazer”.
O texto está parado no Congresso desde dezembro de 2023, por falta de acordo entre o governo e o relator da proposta, Mendonça Filho (União Brasil), que foi ministro da Educação do governo Michel Temer (MDB).
Para o ministro, é hora de “virar” a página.
“Não houve prejuízo, porque a proposta só valeria para 2025. O ideal é aprovar ainda nesse primeiro semestre para que as redes se prepararem para as mudanças no ano que vem”, disse. “Estamos em contato com o relator, com os líderes, há um empenho do governo até para a gente passar a página disso”, acrescentou.
terça-feira, 5 de março de 2024
Materiais de Apoio para os Aprofundamentos dos Itinerários Formativos do Ensino Médio
A coleção “Aprofundamentos dos Itinerários Formativos do Ensino Médio” é constituída por 9 volumes, que contemplam os itinerários que serão disponibilizados na rede Estadual do Espírito Santo a partir do ano de 2023, esses guias têm por objeto subsidiar o processo de implantação dos aprofundamentos e também oferecer ao(a) professor(a) um material prático e simples que possa auxiliá-lo em seu planejamento.
Itinerários formativos na BNCC do Ensino Médio
São discutidas as relações entre disciplinas escolares e propostas de integração nas políticas de currículo, com foco na proposta de itinerários formativos e de organização por competências da Base Nacional Comum Curricular para o ensino médio, destacando alguns efeitos que produzem nas identificações docentes, bem como as tentativas de controle dos projetos de vida dos estudantes. O artigo conclui que a proposta de integração curricular apresentada pela BNCC do ensino médio não viabiliza a flexibilidade curricular a qual alude, pelo contrário, tende a ser restritiva de possibilidades de integração curricular por permanecer tentando controlar o projeto de futuro dos jovens estudantes por meio de metas fixadas a priori.
segunda-feira, 4 de março de 2024
Aprovação do novo Ensino Médio é um dos desafios da Frente Parlamentar Mista de Educação
Na solenidade de lançamento da Frente Parlamentar Mista da Educação, na Câmara dos Deputados, realizada na quarta-feira (28), o novo presidente o grupo, deputado Rafael Brito (MDB-AL), apontou a aprovação da proposta novo Ensino Médio (PL 5230/23, do Poder Executivo) como um os grandes desafios para este ano.
“Aproximadamente 8 milhões de alunos estão estudando em um modelo de Ensino Médio que eles sabem que não vai continuar. Imagina a ansiedade e a dúvida desse estudante na sala de aula. Precisamos entregar para o País a melhor proposta de Ensino Médio", afirmou o parlamentar.
Ele destacou ainda como assunto latente a questão da alimentação escolar. Para Rafael Brito, é preciso auxiliar o Ministério da Educação (MEC) com financiamento para que se faça Justiça. "Todos sabem que com 50 centavos não se consegue oferecer para nossos alunos uma refeição de qualidade", criticou.
Consenso
Também presente no evento de lançamento da frente, o ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu a proposta do governo para o novo Ensino Médio. Segundo ele, o projeto de lei é fruto de uma ampla consulta realizada com todos os envolvidos na questão.
“A proposta não foi construída somente pelo MEC. Foram cinco meses ouvindo mais de 130 mil alunos, mais de 20 mil professores, especialistas, entidades representativas, secretários estaduais e conselhos", explicou. "A proposta que chegou ao Congresso é fruto de uma construção coletiva com o objetivo de melhorar o Ensino Médio brasileiro", garantiu.
Para ele, após um bom debate, é importante que a proposta seja aprovada ainda no primeiro semestre para que a redes de ensino se preparem para implementar as mudanças a partir de 2025.
Pé-de-meia
O ministro Camilo Santana destacou ainda a importância do incentivo financeiro garantido aos estudantes pelo programa "Pé-de-Meia", criado pela lei Lei 14.818/24.
Sancionada lei que cria incentivo financeiro ao estudante do ensino médio
O Pé-de-Meia prevê o pagamento mensal de R$ 200, que podem ser sacados em qualquer momento, mais depósitos de R$ 1.000 ao final de cada ano concluído, que o estudante só pode retirar da poupança após se formar no Ensino Médio. A expectativa é que os pagamentos comecem neste mês.
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), ex-presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação e autora do projeto que deu origem ao Pé-de-Meia, reiterou o apoio ao projeto "Pé-de-meia". "Meus pais tiveram que abandonar a escola antes de concluir o Ensino Médio porque tinham que trabalhar, tinham uma filha para cuidar. O que a gente está fazendo é revolucionar o futuro da educação brasileira. O futuro do Brasil é diferente por conta desse projeto", comemorou.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
domingo, 3 de março de 2024
Aprenda Mais (MEC)
Aprenda Mais – A plataforma (Clique aqui!) foi instituída pela Portaria Setec nº 491, de 7 de outubro de 2021, a fim de ofertar cursos on-line, abertos e massivos (Mooc) para a sociedade em geral, desenvolvidos pelas instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O ambiente virtual fortalece uma importante missão assumida pela Setec: contribuir efetivamente para ampliar o acesso da população brasileira à educação profissional.
Ao todo, a Aprenda Mais já soma 245 cursos gratuitos, em 12 áreas distintas do conhecimento, somando mais de 1,3 milhão de inscritos.
Plano de Curso para Emergência Climática
Plano de Curso: Emergência Climática – Ensino Médio Carga Horária Total: 60 horas (15 semanas, 4h semanais) Objetivo Geral: Promover uma ...
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Plano de Curso: Emergência Climática – Ensino Médio Carga Horária Total: 60 horas (15 semanas, 4h semanais) Objetivo Geral: Promover uma ...
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Objetivos: Estimular o pensamento crítico e criativo dos alunos em relação à Matemática. Desenvolver habilidades de resolução de problemas ...
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Objetivo: Capacitar os alunos a compreender o mundo do trabalho, suas dinâmicas, desafios e oportunidades, preparando-os para uma transição...